sexta-feira, 11 de maio de 2012

O DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL NA PERSPECTIVA SOCIAL



DESIGUALDADE SOCIAL
 

    Desde os primórdios do processo de desenvolvimento brasileiro, o crescimento econômico tem gerado condições extremas de desigualdades espaciais e sociais, que se manifestam entre regiões, estados, meio rural e o meio urbano, entre centro e periferia e entre as raças. Essa disparidade econômica se reflete especialmente sobre a qualidade de vida da população: expectativa de vida, mortalidade infantil e analfabetismo, dentre outros aspectos.



        Em anos mais recentes, a desigualdade de renda no Brasil pode ser atribuída a fatores estruturais sócio-econômicos, como a elevada concentração da riqueza mobiliária e imobiliária agravada pelo declínio dos salários reais e à persistência dos altos juros. A crise energética do País, anunciada em no mês de maio passado, juntamente com os riscos de contágio da crise Argentina, afetam negativamente o potencial produtivo brasileiro e reduzem a entrada investimentos externos , limitando ainda mais, as chances de geração e de distribuição de emprego e renda no Brasil. A desigualdade se tornou a marca maior da sociedade brasileira.

       Para entender a origem de tais disparidades no Brasil é necessário introduzir uma perspectiva mais ampla, abrangendo o passado histórico, sem desconsiderar as dimensões continentais do país. Podemos começar a explicar isso pelo fator mais evidente: a escravidão, que é o paroxismo da exclusão: o Brasil importou o maior número de escravos da África dentre todas as colônias no Novo Mundo e, como Cuba, foi um dos últimos países a libertá-los (em 1888).


       A experiência brasileira é rica em programas e projetos para atenuar as desigualdades regionais e sociais. Mesmo que a maioria delas não tenham obtido os resultados esperados, há exemplos de políticas sociais que estão tendo impacto favorável: o salário mínimo, a aposentadoria rural, a bolsa-escola, a renda mínima e a reforma agrária. No entanto, essas iniciativas não tem sido suficientes para resolver os problemas das desigualdades no Brasil.

POBREZA NO BRASIL


      A questão da pobreza, em qualquer nação, aparece em diversos ângulos e todas opções não têm dado uma resposta condizente às causas da origem de tal fato; todo o processo de sua formação e como tentar, pelo menos minorar este estado de coisas que deprime e degrada um país que está enquadrado no rol dos países em desenvolvimento.
        A pobreza é o maior mal (problema) que envolve um país e isto é decorrência direta da situação econômica vigente, ou acumulada ao longo da história de estagnação, de desemprego, de falta de investimentos na economia e, sobretudo, de descontrole das autoridades em fazer um país crescer de maneira harmoniosa e equilibrada. A angústia da pobreza aparece nos momentos de mendicância; com a formação incessante de favelas, onde diuturnamente se vê filhos chorando por comida e não existe nada para comer.

ADAPTAÇÃO

      Etimologicamente, uma adaptação possibilita a seu possuidor a fazer algo. Na fisiologia esta palavra é empregada para descrever o ajustamento do ser vivo ao seu ambiente. Para a biologia evolutiva, uma adaptação é uma característica que, devido ao aumento que confere no valor adaptativo, foi moldada por forças específicas de seleção natural atuando sobre a variação genética. A adaptação se desenvolveu durante a vida do organismo. A especiação não implica em “adaptar” o organismo, mas ela provoca conseqüências para a adaptação e para a evolução em longo prazo.

CONDIÇÕES DE VIDA

     No presente inquérito de saúde, ISA-SP, foram coletadas diversas informações que permitem descrever diferentes aspectos das condições de vida dos entrevistados, dentre elas as condições da habitação e do seu entorno e informações sociodemográficas dos chefes das famílias da população estudada. A condição da habitação e do seu entorno foram categorizadas em adequadas ou inadequadas.                                                 

QUESTÕES DE VIDA

       A questão da saúde pública no Brasil sempre foi considerada um dos grandes entraves para o seu desenvolvimento econômico. Uma séria faceta da economia da saúde para o estado é representada pelos gastos que ainda não têm surtido um resultado notório.A visão geral da saúde para o homem brasileiro pode nos dar uma prévia de que ainda é necessário reavaliar os caminhos para as verbas destinadas aos programas de saúde pública. 

A VIDA NAS CIDADES



       Quase 80% dos brasileiros vivem em cidades. São pessoas em busca de melhores empregos e condições de vida.
Mas tudo tem o seu preço e viver na cidade, sobretudo nas cidades grandes, significa enfrentar a poluição, os congestionamentos do trânsito, a falta de saneamento e segurança. Enfim, coisas da vida urbana. O que as grandes cidades oferecem em oportunidades, acabam por tirar em qualidade de vida.
     No mundo inteiro as cidades têm problemas. Maiores ou menores, conforme as pessoas que nelas vivem se mobilizam para resolve-los. E a qualidade de vida de quem mora nessas cidades melhora à medida que governo e sociedade buscam juntos as soluções.
                     

Diversidade Cultural


Diversidade cultural - Por Carlos Zanforlin Jr - RA 83010000737



A diversidade cultural é reconhecer e apoiar as necessidades específicas dos países em desenvolvimento (art. 14 da UNCITAD - Convenção sobre diversidade cultural - UNESCO), promovendo a pluralidade de oferta, reconhecendo a importância d indústrias culturais e a natureza multifacetada das atividades e dos bens e serviços culturais. 

A mistura dos saberes dos nativos indígenas com os dos povos que para cá imigraram livremente ou para cá foram trazidos à força produziu resultados valiosos nas artes, na culinária, na língua, na ciência e no modo de ser dos brasileiros. Essa miscigenação de diferentes culturas, se não eliminou complétamente o preconceito, facilitou a convivência pacífica de gêneros, raças, credos, orientações sexuais, graus de escolaridade e níveis socio-econômicos. 

O presidente Lula, usou de suas atribuições para instituir o Decreto 6.040/2007 que instituiu a Política Nacional de Desenvolvimento Sustentável dos Povos e Comunidades Tradicionais, as chamadas PNPCT, de competência da Comissão Nacional de Desenvolvimento Sustentável dos Povos e Comunidades Tradicionais, as CNPCT, crida pelo Dec de 13 de jul de 2006. 

No art. 3º, em seus três incisos, daquele decreto reza que compreende-se por: povos e comunidades tradicionais: grupos culturalmente diferenciados e que se reconhecem como tais, que possuem formas próprias de organização social, que ocupam e usam territórios e recursos naturais como condição para sua reprodução cultural, social, religiosas, ancestral e econômica, utilizando conhecimentos, inovações e práticas gerados e transmitidos pela tradição; territórios tradicionais: os espaços necessários a reprodução cultural, social e econômica dos povos e comunidades tradicionais, sejam eles utilizados de forma permanente ou temporária, observado, no que diz respeito aos povos indígenas e quilombolas; desenvolvimento sustentável: o uso equilibrado dos recursos naturais, voltado para a melhoria da qualidade de vida da presente geração, garantindo as mesmas possibilidades para as gerações futuras.

Um exemplo tratado nesse decreto é o dos índios. A eles vem reconhecido na Carta Política, no art. 231, a sua organização social, costumes, línguas, crenças e tradições, e os direitos originários sobre as terras que tradicionalmente ocupam, competindo à União demarcá-las, proteger e fazer respeitar todos os seus bens.

No art. 4º da Convenção da Unesco, dispõe : divsidade cultural, refere-se à multiplicidade de formas pelas quais as culturas dos grupos e sociedades encontram sua expressão. Tais expressões são transmitidas entre e dentro dos grupos e sociedades. A diversidade cultural se manifesta não apenas nas variadas formas pelas quais se expressa, se enriquece e se transmite o patrimônio cultural da humanidade mediante a variedade dasexpressões culturais, mas também através dos diversos modos de criação, produção, difusão, distribuição e fruição das expressões culturais, quaisquer que sejam os meios e tecnologias empregado". 

São regidos pelos princípios dos direitos humanos e às liberdades fundamentais, princípio da igual dignidade e do respeito por todas as culturas, princípio da solidariedade e cooperações internacionais, princípio da complementariedade dos aspectos econômicos e culturais do desenvolvimento, princípio do desenvolvimento sustentável, princípio do acesso equitativo e princípio da abertura a outras culturas e do equilibrio

No art. 13 da Convenção sobre a proteção e promoção da Diversidade das Expressões Culturais da Unesco- Unctad, reza a integração da cultura ao processo de desenvolvimento sustentável. Sendo que a proteção, promoção e manutenção da diversidade cultural é essencial para assegurar o desenvolvimento sustentável d gerações presente e futura. Podendo afirmar que, reforça a identidade cultural e a coesão social - sociedade inclusiva; a cultura estará integrada às políticas nacionais em todos os níveis; reconhece o papel fundamental da educação; encoraja-se o fortalecimento das indústrias culturais; e, por fim, convida a sociedade civil a participar no processo de implementação. 

Esse processo de implementação, é o fortalecimento da produção cultural e a capacidade de oferta dos países em desenvolvimento, facilitando o acesso aos mercados globais das atividades, bens serviços culturais. Ele incorpora as dimensões culturais e comerciais nos mecanismos institucionais, apoia as indústrias criativas. 

A economia criativa tem potencial para gerar empregos, renda e divisas e ao mesmo tempo promover inclusão social, diversidade cultural e desenvolvimento humano (UNCTAD). 

Nos arts. 17 e 8, vem estipulado que dever-se-á ter uma cooperação e assistência mutua, particularmente aos países em desenvolvimento nas situações especiais, onde as expressões culturais estiverem em risco de extinção, sob sérias ameaças, ou necessitando com urgência de salvaguardas.

Para download da cartilha da Convenção sobre a proteção e Promoção da Diversidade d Expressões Culturais acesso ao link: 

http://unesdoc.unesco.org/images/0015/001502/150224por.pdf



Fontes: Edna dos Santos-Duisenberg - Diversidade cultural e desenvolvimento sustentável - Secretaria da Identidade e Diversidade Cultural - BH, junh 2009. 

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Antes de começar a tratar do Tema, Seqüestro Carbono, devemos primeiramente entender o que é o CO2 e quais suas conseqüências dele no meio ambiente.

- O co2 é um componente químico advindo da queima de combustíveis fosseis.

- É um dos responsáveis pelo efeito estufa, pois ele destrói a camada térmica que cobre o planeta terra, deixando o calor mais intenso e o clima descontrolado.

O que é seqüestro de carbono?

É a absorção de grandes quantidades de gás carbônico (CO2) presentes na atmosfera. A forma mais comum de sequestro de carbono é naturalmente realizada pelas florestas. Na fase de crescimento, as árvores demandam uma quantidade muito grande de carbono para se desenvolver e acabam tirando esse elemento do ar.
Esse processo natural ajuda a diminuir consideravelmente a quantidade de CO2 na atmosfera: cada hectare de floresta em desenvolvimento é capaz de absorver nada menos do que 150 a 200 toneladas de carbono.

COMO PODEMOS SEQUESTRAR (IMOBILIZAR) CARBONO


Saiba como é possível sequestrar o carbono do ar e deixá-lo enterrado para sempre, no cativeiro.
O gás carbônico é separado no processo de exaustão das indústrias por meio de um sistema de filtros. Esse gás é comprimido e transportado até um local geológico. Ali, o gás é injetado em 3 tipos de reservatório: campos de petróleo maduros (já explorados ou em fase final de exploração), aquíferos salinos (lençóis de água subterrânea com água salobra não aproveitável) ou camadas de carvão.
1. Nas árvores
Em fase de crescimento, as árvores são verdadeiros aspiradores de CO2 da atmosfera. O tronco de uma árvore é 80% composto de carbono, portanto não é de admirar que elas suguem, por hectare, 150 a 200 toneladas de CO2 do ar. Uma árvore, sozinha, é capaz de absorver 180 quilos de CO2.
2. Camadas de carvão
Assim como nos campos de petróleo, a injeção de carbono em reservas de carvão também pode ser lucrativa: o carvão retém o CO2 e libera no processo o gás natural, que pode ser explorado e comercializado. Nos depósitos localizados em profundidades muito grandes, o gás carbônico pode ser armazenado.
3. Campos de petróleo
Os poços maduros, onde não há mais produção de petróleo e gás, podem se transformar em grandes depósitos de CO2. Seria dar apenas mais um passo, uma vez que as petrolíferas já injetam o gás carbônico em campos maduros de petróleo para, por intermédio dessa pressão, aumentar o potencial de extração neles.
4. Aquíferos salinos
Nestes enormes mantos de água no subsolo, a água é tão salobra que não serve para o consumo. Dessa forma, eles seriam uma ótima alternativa para estocar carbono. Trata-se das formações com mais capacidade de armazenar CO2: os especialistas estimam que os aquíferos possam reter até 10 mil giga toneladas do gás.

terça-feira, 24 de abril de 2012


Documento da Rio+20 volta a ser negociado na ONU, em Nova York
23 de abril de 2012
por Globo Natureza, em São Paulo
Uma nova rodada de negociações do documento da Rio+20 foi iniciada nesta segunda-feira (23), em Nova York, na sede da ONU, para reparar divergências no Rascunho Um, como a definição de uma "economia verde" para o mundo e a criação dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável.

Um dos principais desafios nesta rodada informal, que deve se encerrar no dia 4 de maio e é a penúltima antes da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, em junho no Rio de Janeiro, será reduzir o documento de 276 páginas que está repleto de observações e colchetes (que na diplomacia representam falta de consenso sobre o tema).

Desde que foi lançado em janeiro, novos pontos foram acrescentados. Um deles é a criação de Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, compromissos criados para melhorar os índices de desenvolvimento humano de países pobres e emergentes.

Porém, o documento atual afirma que tais metas, que seguiriam o modelo dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, seriam definidas até 2015 -- reduzindo a expectativa de que esse assunto seria resolvido na Rio+20.

Ricos x pobres

Na última semana, o secretário-executivo da Comissão Nacional para a Conferência das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável (Rio +20), embaixador Luiz Alberto Figueiredo, comentou sobre divergências na definição da chamada "economia verde". Segundo ele, há países receosos de que a imposição da economia verde limite o desenvolvimento.

De acordo com o embaixador, existe o temor sobre a criação de barreiras comerciais e de condicionalidades à ajuda internacional. Essa preocupação já havia sido apresentada no final de março durante a IV Reunião de Cúpula dos países que integram os "Brics" -- Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul.

Na ocasião, a declaração final do encontro afirmou que o grupo se opõe à introdução de barreiras ao comércio e ao investimento como justificativa para desenvolver a economia verde.

Agência de Meio Ambiente

Outro ponto que segue em negociação é a possível criação de uma super agência ambiental ou o reforço do atual Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, o Pnuma, com sede no Quênia.

A criação de uma plataforma global de decisões ambientais, nos mesmos moldes das instituições criadas para regular o comércio e a saúde no planeta – OMC e OMS, respectivamente, é defendida pela União Europeia, mas não pelo governo brasileiro.
http://www.greenpeace.org/brasil/pt/Noticias/Belo-Monte-e-seu-rastro-de-caos-e-destruicao/

Belo Monte e seu rastro de caos e destruição | Brasil

Belo Monte e seu rastro de caos e destruição | Brasil